Costão do Santinho Sedia congresso Internacional de Cirurgia Plástica

Costão do Santinho Sedia congresso Internacional de Cirurgia Plástica

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Ciência e Lazer na neve e o no mar, há anos, Brasil e Estados Unidos se revezam em uma troca de muito conteúdo sobre cirurgia plástica. Na última semana, de quinta a domingo (22 a 25/02), aproximadamente 300 profissionais da cirurgia plástica dos dois países se reuniram no Costão do Santinho, para o 10º ABAM / The American-Brazilian Aesthetics Meeting (Encontro Americano-Brasileiro de Estética). O encontro permeia assuntos direcionados às tendências de tratamentos, gestão, tecnologia e inovações do setor.

Carlos Casagrande, organizador do encontro, o cirurgião plástico de Florianópolis, revela que reunir esses grandes nomes da cirurgia plástica é fundamental para que haja atualização, afinal a cirurgia plástica é uma ciência que evolui como qualquer outra área.  “O que se tem observado aqui é uma atualização global porque tem cirurgião da europa, dos estados unidos, normalmente a gente está sempre observando quem são os spikers. Que apresentam as coisas mais atuais. Então é um enfoque atualização de up to date mesmo. A cirurgia cosmética, a cirurgia plástica sofre um processo evolutivo como qualquer outra área, como a informática, por exemplo”, disse.  Além da atualização de técnicas de execução da cirurgia, o congresso também trouxe um conteúdo específico sobre gestão de clinicas e inovações de mudança de consumo “Então, tudo muda não é só a técnica e tipos de materiais a serem utillixados. Até é o perfil dos pacientes mudam hoje tivemos várias aulas falando sobre que o consumidor agora é mais digital. Então, as inovações variam desde técnicas novas a serem usadas a maneira com que você faz a gestão da clínica a divulgação. Hoje é muito diferente de dez anos atrás e de dez anos pra cá, muita coisa nova, principalmente de técnicas, produtos, toxinas, tratamentos de pele e lasers. E as técnicas também sempre evoluindo para ter um resultado melhor com menos trauma e duração mais rápida. As pessoas hoje não passam um mês em casa só por causa da cirurgia, o processo de recuperação tem que ser muito mais rápido”, descreveu.

Para Renato Saltz, Presidente da ABAM revela que este congresso é um evento científico diferente, quebrando paradigmas e obtendo melhor resultado “unir o lazer a ciência é a diferença de um congresso tradicional, em que você fica sentado na sala o dia todo e quando acaba você está exausto. A gente sabe que quando acaba e chega à noite a gente quer ver os seus amigos. quer socializar. Só que não temos energia porque no outro dia vai começar cedo de novo. Por isso, criamos esse evento unindo lazer e ciência, exatamente pra quebrar esse paradigma. Porque se observou uma grande aproximação assim do grupo, dessa forma eu percebo que o aprendizado é maior. Porque quando tu começas a ficar cansado tu sais, vai extravasar, enquanto nos congressos tradicionais é aquela coisa que não tem fim. Então foi uma forma que deu certo. Aproximou muito o grupo vem gente do mundo inteiro. O Core ainda é a ciência, mas unir o lazer nessa parte é muito importante. Ontem foi um dia espetacular hj a parte mais digital e a amanhã a parte mais de gestão”, revelou.

Sobre a importância de reunir todos esses grandes nomes em um congresso Saltz ressalta que a troca de conhecimento é muito importante porque as tendências, formas e ferramentas mudam o tempo todo. “O saldo disso? Eu considero, quando tu terminas a tua residência teu treinamento tu já estás atrasado. A plástica é uma das especialidades mais fantásticas. Ela inclui crime facial, queimaduras, trauma, câncer, congênitos, a parte de estética que é imensa, mão, cirurgia da mão. E tudo é muito corrido. São três anos de residência e tu já é cirurgião plástico. Então. Não só para os jovens, cursos são interessantes, eles vão aprender muita coisa. Mas também para  minha geração. Eu terminei a minha residência em 1990, então quer dizer tem muita coisa nova que eu não conheço, que eu não estou atualizado. Por isso o congresso é muito importante.  


Durante os quatro dias do encontro, foram discutidos assuntos relacionados às cirurgias cosméticas, perspectivas e estratégias para o futuro da cirurgia plástica, gestão do médico e de sua clínica e painéis abordando temas como rejuvenescimento vaginal, aplicabilidade das células tronco na cirurgia plástica, uso da gordura autóloga (do próprio corpo) para enxertos e preenchimentos, volumização labial e facial, novos repositores de colágeno e o uso de preenchedores no tratamento da paralisia facial, entre outros.      

Questionados sobre quais as tendências na área de cirurgia plástica no Brasil e no mundo Saltz enfatizou o que Casagrande já havia falado sobre a mudança do comportamento do consumidor e que hoje a busca é por tratamentos não cirúrgicos. “Hoje de manhã foi falado sobre o crescimento u dei exponencial na busca por procedimentos minimamente invasivos, tais como: lasers, botox, preenchimentos, isso ta crescendo. Nos Estados Unidos a minha cidade nós temos a pesquisa de 20 anos já e, em 20 anos de dados e é muito interessante que a parte cirúrgica cresce em progressão aritmética e a parte não cirúrgica, laser, preenchimentos, botox, cresce em progressão geométrica. Se tu veres a curva de crescimento dos procedimentos não cirúrgicos é  exponencial.

Mas atentou para os tratamentos realizados por não cirurgiões plásticos, evidenciou que por ser tratamentos menos invasivos tem muitos médicos sem a especialidade que realizam o procedimento e que isso pode trazer consequências irreparáveis par ao paciente e que para eles isso é um desafio que eles precisam vencer, mas que só será possível por meio da educação do paciente.  “Esse é um grande desafio da, especialidade, não só no Brasil. Na américa é muito forte. Tu não tem muito como controlar, não há uma legislação que proíba a prática. E, tem que treinar a especialidade e reforçar o treinamento e educar o paciente a través de literatura, websites, social media, procure um cirurgião plástico, procure um dermatologista, procure gente com treinamento. Porque as complicações podem ser irreparáveis. Imagina alguém que não tem noção da anatomia facial fazer uma aplicação mal feita ou que dê um efeito reverso no rosto de alguém? Mas isso a gente só vai conseguir reverter com a educação do paciente é o numero um”, revelou.  

Experiência no costão: incrível, eu fiquei assim meio preocupado. Porque nós estávamos em outro local. Há dois anos e ai a sugestão veio do grupo do alison né. Quando me mandaram as fotos eu já adorei. Riqueza natural é incrivel, eu fiquei maravilhado e nós trouxemos uns 30 cirurgiões de fora. O congresso brasileiro traz ¾ pessoas de fora. E o pessoal está adorando.

Estrutura de eventos: eu achei bárbaro, o cs de vcs é muito bom aqui. Atendimento, achei tudo muito limpo e ninguém sabe quem eu sou. Aqui ficam me bajulando, mas la fora ninguém sabe quem eu sou. E o atendimento é excelente. Achei a a comida muito boa. Tu não espera essas coisas num grande resort. Vcs tem 700 quartos 600 e 1800 acomodações. E isso é um big resort. E tu não espera isso tu espera. Algo mais assim pras massas né... mas eu fiquei muito impressionado. E se não fosse eu diria também porque acho que é importante pra gente poder melhorar. Eu gosto quando meus pacientes voltam e me reclamam, porque se eu não sei não tem como melhorar. Não cheguei na praia ainda, mas a praia é uma lindeza.


Entre os participantes, um dos destaques é o cirurgião norte-americano Paul Nassif, protagonista do programa Botched, junto com o doutor Terry Dubrow, no canal Discovery Home & Health, sobre restauração de cirurgias anteriores mal feitas. Um dos principais especialistas em rinoplastia no mundo, o doutor Nassif participará de dois painéis: na sexta (23), sobre os prós e contras de ter seu próprio programa de tevê e, no sábado (24), sobre tratamento para complicações relacionadas ao preenchimento da ponta do nariz e armadilhas e soluções em casos difíceis de rinoplastias secundárias.

Também estarão presentes os presidentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Níveo Stefen, e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, Renato Saltz, criador do evento e também organizador, brasileiro que atua há muitos anos nos Estados Unidos e dirige o principal centro de referência de cirurgia de reconstrução de mama pós-câncer em Park City, Utah (o doutor Saltz é o criador da Image Reborn Foundation of Utah, organização para auxílio de mulheres com câncer de mama).

Durante o encontro, Carlos Casagrande vai lançar o seu terceiro livro destinado aos colegas médicos sobre Plástica na Face. Em março, sobre o mesmo tema, ele vai lançar, para o público em geral, o Manual do Paciente de Cirurgia Plástica na Face.

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