Costão do Santinho Sedia o AIR Center Brazil Summit

Costão do Santinho Sedia o AIR Center Brazil Summit

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Iniciou nesta segunda-feira, 20, a 2ª Reunião Ministerial e Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo sobre Interações Atlânticas. A reunião acontece na sala Ilha Terceira do arquipélago de eventos Açores, do Costão do Santinho. O evento conta com a presença de ministros de 11 países. Neste encontro está sendo discutido a criação do Centro Internacional de Pesquisa do Atlântico (AIR Center). A iniciativa foi do Governo de Portugal e a intenção é utilizar o posicionamento estratégico do arquipélago dos Açores nas pesquisas sobre: a vida marinha, mudanças climáticas, sistemas climáticos, sistemas de energia, espaço e ciências de dados no Oceano Atlântico. 

Recentemente, a União Europeia lançou edital no valor de 33 milhões de euros para financiar pesquisas no Oceano Atlântico. A chamada, lançada no âmbito do programa Horizon 2020 e na esteira da assinatura de tratado de cooperação científica firmado entre Brasil, União Europeia e África do Sul, contempla, inclusive pesquisadores brasileiros.

Dentre os ministros esperados nesta reunião temos os seguintes países: Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Estados Unidos, Índia, Nigéria, Portugal, Espanha, Uruguai e Comunidade Europeia enviou representantes para a reunião em Florianópolis. Além do ministro Kassab, participam os ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor; dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Victor Marzari; de Ciência e Tecnologia da Nigéria, Ogbonaya Onu; e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação da República de Angola, Maria do Rosário Bragança Sambo; Além dos ministros o evento conta com a presença do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o encontro servirá para mostrar que a ciência, transversal e representando as mais diversas possibilidades voltadas à preservação, tem papel fundamental para sustentar nosso progresso. “De uma forma geral, a cooperação internacional efetiva e a articulação de forças entre os diferentes países, a circulação de experiências e conhecimento são benefícios da civilização e algo que deve ser ressaltado. Vamos trabalhar juntos, somar nossos potenciais e empreender esforços em busca do conhecimento e do desenvolvimento científico”, disse o ministro brasileiro.

Para Coordenador geral de Oceanos, Antártica e Geociências, Andrei Polejack, o AIR Center é uma estratégia para produzir mais informações, mais dados e cruzamentos de dados em busca de novos conhecimentos e obter um desenvolvimento cada vez mais sustentável. “O objetivo central é alinhar os países que são já parceiros do AIR Center no objetivo comum de criar um centro internacional de pesquisa para o atlântico. Esse centro deve ter então ciências oceânicas, ciência espacial, mega dados - big data, e inovação no sentido de que é uma aliança tripé, com governo, academia e indústria. Foco central tanto das ações do ministério de ciência e tecnologia quando da comunidade oceânica internacional é em face agenda 2030 da ONU que acabam sendo complementares as iniciativas nacionais. É um exercício de cooperação para que a gente consiga trabalhar também a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, revelou Polejack.  

Para a ministra Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário de Angola, o AIR Center, além de trazer interação entre países vai permitir a troca de experiências para produzir mais conhecimentos de diferentes áreas, promover mais desenvolvimento econômico e gerar mais emprego para os países envolvidos. “Este AIR Center vai permitir pôr em rede vários países, várias instituições públicas e privadas para criar condições de coleta de dados dos oceanos sobre clima, condições de energia, a vida marinha, mudanças climáticas, sistemas climáticos, sistemas de energia, espaço e ciências de dados no Oceano Atlântico e desta maneira estes dados serão aproveitados para criar mais conhecimento e criar projetos de investigação e sobretudo empregos para muitos cidadãos de todos esses países. O grande benefício é conhecer melhor todas essas potencialidades que existem nos diferentes domínios que estão ligados ao AIR Center e utilizar esse conhecimento para a criação da inovação e desta forma então beneficiar as populações no geral”, destacou.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal Manuel Heitor, o AIR Center é um olhar para o futuro, é integrar conhecimentos para garantir um desenvolvimento econômico mais eficaz, mais sustentável e com mais empregos, “Quando, hoje, pensamos no futuro percebemos que precisamos ter mais conhecimento para garantir que o aumento da temperatura da terra não ultrapasse 2 graus até 2030. Esse processo de sustentabilidade exige a integração de conhecimento que podem ser obtidos por fontes espaciais, mas também novos sensores na água e no fundo do mar. E, por isso, temos que integrar novas tecnologias, sobretudo, com a valorização econômica e do conhecimento para criar novos empregos. Esse que é o desafio do AIR Center: integrar diferentes fontes de conhecimento, em diferentes tecnologias em diferentes pontos do mundo e com essa integração valorizar economicamente o conhecimento e criando novos empregos”, revelou.

O Air Center terá sede no arquipélago dos Açores, abarcando uma rede de instituições de ciência, tecnologia e inovação de diversos países buscando integrar conhecimentos das mais diversas áreas com um objetivo comum: o desenvolvimento, a autonomia e a soberania. Além da localização geográfica estratégica, o centro de pesquisa tem infraestrutura para abrigar uma base espacial, instalações para medição de radiação atmosférica e um departamento de oceanografia e pesca.

A expectativa é que o Brasil participe das pesquisas que serão desenvolvidas no AIR Center nas áreas de energia, mar, mudanças climáticas e observação da Terra.  A parceria com Portugal em pesquisa espacial e oceânica, envolvendo o AIR Center, pode mudar o rumo da ciência feita no Oceano Atlântico.

Neste encontro, AIR Center Brazil Summit, será assinado memorando de entendimento que fortalece a cooperação para implementação do AIR Center. Trata-se de importante avanço em relação ao acordo celebrado em julho de 2017, quando o ministro Gilberto Kassab participou, em Portugal, da conferência “Uma nova era de iluminismo azul”, voltada ao fomento da cooperação em pesquisas oceânicas. Na ocasião, foi assinada a Declaração de Belém, um tratado de cooperação científica assinado por Brasil, Portugal e África do Sul.

A construção do AIR Center foi proposta pelo governo português durante a 1ª Reunião da Subcomissão de Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação entre Brasil e Portugal, realizada em junho de 2016 e liderada, do lado brasileiro, pelo secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped), Jailson de Andrade. Na ocasião, a delegação portuguesa manifestou grande interesse pela cooperação no Atlântico, ressaltando a oportunidade de aproveitar estruturas científicas já existentes para o desenvolvimento de uma plataforma de pesquisa internacional.

O Ministro Manuel Heitor, revela ainda que o AIR Center é a oportunidade de criar novas riquezas e mais conhecimentos. “Nós precisamos criar novos empregos e mais empregos com mais conhecimento. Esse é o objetivo do AIR Center.  Dar a oportunidade de criar riquezas com mais conhecimento. Nós hoje sabemos criar riquezas com base no conhecimento e criar riqueza é criar mais emprego. Nós temos um grande percurso a nossa frente porque o conhecimento ainda é muito divido em diferentes tipos e em diferentes áreas e por isso o AIR Center tem uma agenda de integração: integrar diferentes tecnologias, com diferentes fontes de conhecimento em diferentes partes do atlântico, do sul com o norte, do norte com o norte e o sul com o sul. E com isso a nossa agenda para integrar ideias, integrar pessoas e criar mais riqueza econômica”, disse.  

Andre Polejack, corrobora com a visão do ministro de que é preciso enxergar o oceano como um como um só e com isso traçar conhecimentos e cruzamento de dados que beneficiem as pessoas. “A ideia é que se faça ciência, desenvolvimento tecnológico e inovação para a sociedade. A ideia é que tudo isso retorne para as pessoas. A intenção é melhorar previsão climática, melhorar o entendimento, nas cidades costeiras, sobre os impactos que as mudanças climáticas estão trazendo para a humanidade. Entender como se dá a circulação dos oceanos, porque aqui em Santa Catarina, por exemplo, a gente teve uma maré que recuou muito há um tempo atrás, ou porque a qualidade dos alimentos produzidos, aqui, sofre com algumas variações climáticas, então isso tudo ajuda a entender quando você olha para o atlântico como uma bacia de polo a polo. Quando você junta as iniciativas do atlântico norte com as iniciativas do atlântico sul e você entende que é um oceano só. Então não há hoje como fazer pesquisa baseada nos oceanos que não seja pela cooperação internacional e que não seja voltada para o bem-estar da humanidade”, revelou.

Os polos de pesquisa e tecnologia, a hospitalidade e a estrutura da cidade e as parcerias e pesquisas já realizadas pela Universidade Federal de Santa Catarina  - UFSC e pela fundação de amparo a pesquisa de Santa Catarina - FAPESC foram os fatores determinantes para a vinda deste evento para Florianópolis, como revela Polejack “A vinda desse evento para Florianópolis se deu por três fatores:  primeiro a cidade, que nos recebeu de braços abertos e com uma estrutura incrível especialmente aqui no Costão que foi local onde não houve dúvidas que deveria ser feita, aqui, esta reunião de alto nível, pela tradição histórica da presença dos açorianos na cidade, então havia um link muito claro com o estado de Santa Catarina, pela presença histórica e cultural dos açorianos aqui, e também porque a UFSC e a FAPESC são agentes importantíssimos no sistema nacional de tecnologiainovação para os oceanos. Então as parcerias são longevas, já temos acordos assinados e iniciativas assinadas com as entidades de Santa Catarina. A ideia é que se faça ciência, desenvolvimento tecnológico e inovação para a sociedade.  A ideia é que tudo isso retorne para as pessoas”, disse.

A Sala Ilha Terceira, que sedia o AIR Center, faz parte do arquipélago de eventos do Costão do Santinho. O conjunto de espaços para eventos do Resort, Açores Espaços de Eventos, pode atender eventos para até 4.000 pessoas em seus mais de 9 mil metros quadrados. Os espaços se ajustam às mais diversas situações e necessidades de formatos e apresentam também os melhores serviços e equipamentos. 

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